Animais fogem dos incêndios no cerrado goiano
Mil e setecentos incêndios foram registrados no cerrado goiano entre julho e setembro. Nossos repórteres registraram a fuga e morte de animais acuados pelo fogo.
Nesta época, os bombeiros chamam o cerrado de “barril de pólvora”. Os incêndios são mesmo muito comuns com o tempo seco. O fogo espanta os animais que vivem nessas regiões. É um outro problema a ser controlado. “Os animais com mais dificuldades são os répteis e anfíbios, como lagartos e cobras. Geralmente, o fogo consegue alcançá-los”, explica o coronel Luiz Renato Lopes, do Corpo de Bombeiros de Goiânia. O tamanduá-bandeira é mais ágil, mas encontramos um que não teve sorte. Nossa câmera registrou o caminhando com dificuldade sobre cinzas. O fogo queimou todo seu pêlo e, bastante machucado, o tamanduá – espécie ameaçada de extinção – cai e agoniza até a morte. Na busca de locais mais seguros e com alimento, muitos animais acabam caindo numa outra armadilha: as rodovias. Só este ano, em Goiás, 1.500 animais foram trazidos para o centro de triagem do Ibama, encontrados longe nos locais por deveriam viver. Em muitos casos, estavam fugindo do fogo. Neste período de tempo seco e queimadas, dobra o número de animais perdidos ou feridos que são resgatados. Eles costumam chegar ao Ibama estressados, machucados, com fome e precisando de remédios. Depois do tratamento, a maioria é devolvida à natureza, em locais onde não há focos de incêndio. “A gente espera que eles se readaptem bem, consigam se reproduzir e conviver normalmente com o meio-ambiente”, explica Léo Caetano da Silva, biólogo do Ibama
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